
Entenda as etapas do procedimento pediátrico, os tipos de doação e a importância do acolhimento familiar na recuperação.
Receber a notícia de que um filho precisará de um transplante de medula óssea paralisa qualquer responsável. O vocabulário médico invade a rotina da família, e o ambiente hospitalar passa a ser o novo lar temporário. Compreender cada etapa do tratamento ajuda a reduzir a ansiedade e permite que a família foque no apoio emocional à criança.
O Hospital Samaritano conta com oncologistas renomados que podem atuar em transplantes de medula óssea e, inclusive, atender imediatamente em casos emergenciais.
Ele possui cinco unidades: em São Paulo, Unidade Higienópolis e Paulista. No Rio de Janeiro, Unidade Botafogo, Barra e Ipanema.
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- Samaritano Higienópolis: (11) 3821-5300
- Samaritano Paulista: (11) 2827-5000
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- Samaritano Ipanema: (21) 3820-4444
O que é o transplante de medula óssea infantil?
O transplante de medula óssea (TMO) é um tratamento que visa substituir uma medula óssea doente ou deficitária por células-tronco saudáveis. A medula óssea é o tecido líquido no interior dos ossos, responsável por produzir os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas.
Na prática, o procedimento não envolve cortes ou cirurgias complexas na criança receptora. A infusão das células saudáveis ocorre por meio de um cateter venoso central, de maneira muito semelhante a uma transfusão de sangue convencional. As novas células viajam pela circulação até se alojarem nos ossos, onde iniciam a multiplicação.
Nesse processo, mecanismos genéticos específicos controlam a capacidade de autorrenovação das células formadoras do sangue. Essa renovação contínua é o ponto de partida fundamental para reconstruir todo o sistema de defesa do organismo após o tratamento de doenças como as leucemias.
Leia também: Veja os sintomas característicos de leucemia infantil
Quais são os tipos de transplante de medula para crianças?
A escolha do tipo de transplante depende diretamente do diagnóstico da criança e da disponibilidade de doadores. A equipe médica de onco-hematologia avalia o quadro clínico para definir a melhor estratégia.
| Tipo de transplante | Como funciona | Indicações comuns |
|---|---|---|
| Autólogo | utiliza as células-tronco da própria criança, coletadas e congeladas antes de altas doses de quimioterapia. | tumores sólidos infantis, como neuroblastoma e linfomas. |
| Alogênico aparentado | usa células de um doador da família totalmente compatível (geralmente irmãos). | leucemias graves, falências medulares e doenças genéticas. |
| Alogênico haploidêntico | utiliza células de um familiar parcialmente compatível, frequentemente o pai ou a mãe. | casos urgentes em que não há irmão 100% compatível. |
| Alogênico não aparentado | depende de um doador voluntário encontrado em bancos de medula, como o REDOME. | leucemias e imunodeficiências quando não há doador na família. |
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Quando o procedimento é indicado na pediatria?
O transplante é recomendado quando tratamentos convencionais, como a quimioterapia padrão ou a radioterapia, não são suficientes para controlar a doença. Ele também é utilizado quando a própria medula óssea da criança falha em produzir células sanguíneas saudáveis.
Algumas condições clínicas pediátricas que frequentemente requerem o TMO incluem:
- leucemias agudas (leucemia linfoide aguda e leucemia mieloide aguda) com alto risco de retorno ou recidivadas;
- tumores sólidos graves, como retinoblastoma, tumores cerebrais e neuroblastoma de alto risco;
- anemias graves, a exemplo da anemia aplástica severa e da anemia falciforme;
- imunodeficiências congênitas, em que o paciente nasce sem defesas biológicas adequadas para combater infecções.
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Como funciona o preparo e a internação da criança?
O processo de transplante exige um período de internação prolongado, geralmente entre 30 e 40 dias. Antes de receber as novas células, a criança passa pela fase de condicionamento. Essa etapa envolve a aplicação de quimioterapia para eliminar as células doentes e preparar o organismo para receber a nova medula.
A escolha de esquemas de preparo personalizados, associada a um suporte hospitalar contínuo, tornou o procedimento pediátrico mais seguro contra rejeições e complicações infecciosas. O cálculo milimétrico das doses dos medicamentos imunossupressores, ajustado conforme o peso corporal e exames laboratoriais diários do paciente, também reduz falhas no enxerto.
Após o condicionamento, ocorre a infusão das células-tronco, momento chamado de "Dia Zero". A partir dessa etapa, os profissionais monitoram o paciente à espera da "pega da medula", quando as células doadas passam a gerar sangue de forma autônoma, o que costuma levar de duas a quatro semanas.
Qual é o papel do acompanhante durante o transplante?
O cuidado pediátrico em um centro de transplante envolve diretamente a presença da família. A permanência do responsável legal durante todo o período de internação oferece estabilidade emocional para o paciente. O acompanhante funciona como o elo de comunicação contínua entre a criança e a equipe multiprofissional.
O familiar recebe orientações da enfermagem para auxiliar nas rotinas do quarto. Entre as tarefas estão o auxílio na higiene diária, o estímulo à aceitação da alimentação e a observação de sintomas iniciais como febre ou desconfortos. O suporte afetivo diário auxilia no enfrentamento dos efeitos colaterais temporários da medicação.
Quais são os principais cuidados contra infecções?
Após a etapa de preparo, as defesas imunológicas da criança caem expressivamente. O período exige protocolos rigorosos de biossegurança contra bactérias, vírus e fungos ambientais. Quartos de isolamento protetor com pressão positiva e filtros de ar de alta eficiência (HEPA) reduzem a circulação de partículas infecciosas.
A atualização da carteira de vacinação de todos os familiares e profissionais que têm contato com a criança é uma medida protetiva essencial antes e durante a internação. O acesso ao quarto requer higienização das mãos, uso de máscaras e aventais limpos. A alimentação também passa por triagem restritiva, excluindo itens crus para prevenir contaminações gastrointestinais.
Como é a recuperação e a expectativa após a alta?
A alta hospitalar ocorre quando a nova medula atinge níveis estáveis de produção celular e o paciente consegue ingerir água e alimentos com segurança. Os primeiros 100 dias exigem consultas frequentes de retorno no ambulatório para monitorar a resposta imunológica e o funcionamento dos órgãos.
O acompanhamento da função pulmonar no período pós-transplante é outro cuidado determinante na rotina pediátrica. Avaliações respiratórias detalhadas ajudam a identificar alterações precoces na ventilação dos pulmões, permitindo intervenções terapêuticas rápidas antes que ocorram agravamentos clínicos.
Com o acompanhamento multidisciplinar de longo prazo, a criança passa pela atualização gradual de todo o calendário de vacinas. O acompanhamento contínuo assegura o monitoramento do crescimento físico e o pleno desenvolvimento infantil após a recuperação completa da medula.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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