
Conheça as alterações oculares que exigem avaliação de um oftalmopediatra e entenda a importância do diagnóstico precoce na infância.
Começa assim: você está registrando um momento em família, tira uma foto da criança com o flash ligado e, ao conferir a imagem, nota um reflexo esbranquiçado na pupila de um dos olhos. Essa alteração, muitas vezes descoberta por acaso, é um dos principais motivos que levam os pais ao consultório médico.
O Hospital Samaritano conta com oncologistas renomados que podem atuar em casos pediátricos e, inclusive, atender imediatamente em casos emergenciais.
Ele possui cinco unidades: em São Paulo, Unidade Higienópolis e Paulista. No Rio de Janeiro, Unidade Botafogo, Barra e Ipanema.
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- Samaritano Higienópolis: (11) 3821-5300
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O que indica o reflexo branco no olho na foto com flash?
Esse sinal atende pelo nome clínico de leucocoria e representa o indício mais frequente da doença. Em olhos saudáveis, o reflexo da luz costuma ser vermelho devido aos vasos sanguíneos da retina. Estudos clínicos indicam que o retinoblastoma é um dos tumores intraoculares mais comuns em crianças, correspondendo a 30% dos tumores oculares.
Quando há uma massa celular dentro do olho, a luz bate no tumor opaco e reflete um brilho esbranquiçado, conhecido popularmente como reflexo do olho de gato. É possível perceber essa alteração tanto em fotografias quanto sob certas condições de iluminação direta. Embora a leucocoria possa ocorrer em outras condições oculares, ela exige avaliação especializada rápida.
Quais são os outros sintomas de retinoblastoma?
Embora a leucocoria seja o sinal mais comum, a doença pode se manifestar de outras formas no dia a dia da criança. Dados clínicos apontam o desalinhamento ocular (estrabismo) como outra alteração que pode acometer cerca de 3% dos pacientes. O oftalmopediatra avalia uma combinação de alterações físicas para estabelecer o diagnóstico.
- Estrabismo: desvio no alinhamento dos olhos, com a criança parecendo olhar para direções diferentes de forma repentina.
- Vermelhidão contínua: a parte branca do olho (esclera) apresenta irritação persistente sem infecção associada.
- Heterocromia: alteração na pigmentação da íris, resultando em cores diferentes entre os olhos ou manchas isoladas.
- Dor ou inchaço ocular: ocorre principalmente quando o crescimento da lesão eleva a pressão interna do globo ocular.
Essas alterações merecem atenção redobrada porque o retinoblastoma apresenta um ritmo de multiplicação celular bastante acelerado. Dessa forma, a doença pode avançar rapidamente para quadros de maior gravidade caso não haja intervenção precoce.
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Como a idade influencia o aparecimento da doença?
O retinoblastoma é o tumor intraocular maligno primário mais frequente na infância, com a maioria expressiva dos diagnósticos ocorrendo até os dois anos de idade. Ele se origina a partir de alterações genéticas nas células da retina durante a fase de desenvolvimento ocular. Por essa razão, a ocorrência do tumor após os cinco anos de idade é rara.
O Teste do Olhinho, realizado na maternidade e repetido nas consultas de puericultura, é o exame inicial para identificar anormalidades pupilares. Esse rastreamento periódico possibilita a identificação de alterações antes mesmo que os sinais se tornem perceptíveis no convívio diário.
Como o médico confirma o diagnóstico e avalia a cura?
A investigação começa com o exame de fundo de olho (mapeamento de retina), feito com as pupilas da criança dilatadas. Exames de imagem complementares, como a ultrassonografia ocular e a ressonância magnética, ajudam a avaliar a extensão da lesão. O objetivo principal é verificar se o tumor permanece totalmente restrito ao globo ocular.
Quando o diagnóstico ocorre enquanto a alteração está limitada ao olho, as taxas de cura são elevadas e aumentam as chances de manter a visão. Detectar o tumor nessa fase impede a progressão para metástases e permite o uso de tratamentos locais focados em erradicar a doença e preservar a estrutura dos olhos.
Quando procurar um oftalmologista pediátrico?
Qualquer assimetria no reflexo pupilar em fotos, o aparecimento súbito de estrabismo ou sinais inflamatórios persistentes justificam uma consulta médica sem atraso. O tempo decorrido até o início da abordagem clínica é determinante para o prognóstico visual e sistêmico da criança.
Não se recomenda esperar para ver se o sintoma regride espontaneamente. Manter as consultas oftalmológicas de rotina no primeiro ano de vida assegura um acompanhamento seguro do desenvolvimento visual infantil.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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