EHS
Equipe Hospital Samaritano - Equipe Hospital Samaritano Atualizado em 04/09/2026

Oncologia

4 minutos de leitura

Sintomas de retinoblastoma: como identificar os primeiros sinais de alerta

Entenda os principais sintomas do retinoblastoma, como o reflexo branco na pupila e o estrabismo. Saiba quando procurar um oftalmopediatra.
Resumo
  • A leucocoria, conhecida como reflexo do olho de gato, está presente em cerca de 71,4% dos diagnósticos.
  • O estrabismo é a segunda manifestação mais comum, ocorrendo em cerca de 42,9% dos pacientes.
  • O tumor afeta principalmente crianças até os dois anos de idade.
  • A rápida multiplicação das células tumorais exige investigação médica imediata.
  • O diagnóstico precoce evita a perda visual e impede a disseminação do tumor para outras regiões.

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
sintomas de retinoblastoma​

Conheça as alterações oculares que exigem avaliação de um oftalmopediatra e entenda a importância do diagnóstico precoce na infância.

Começa assim: você está registrando um momento em família, tira uma foto da criança com o flash ligado e, ao conferir a imagem, nota um reflexo esbranquiçado na pupila de um dos olhos. Essa alteração, muitas vezes descoberta por acaso, é um dos principais motivos que levam os pais ao consultório médico.

O Hospital Samaritano conta com oncologistas renomados que podem atuar em casos pediátricos e, inclusive, atender imediatamente em casos emergenciais.

Ele possui cinco unidades: em São Paulo, Unidade Higienópolis e Paulista. No Rio de Janeiro, Unidade Botafogo, Barra e Ipanema.

Para agendar sua consulta, ligue:

O que indica o reflexo branco no olho na foto com flash?

Esse sinal atende pelo nome clínico de leucocoria e representa o indício mais frequente da doença. Em olhos saudáveis, o reflexo da luz costuma ser vermelho devido aos vasos sanguíneos da retina. Estudos clínicos indicam que o retinoblastoma é um dos tumores intraoculares mais comuns em crianças, correspondendo a 30% dos tumores oculares.

Quando há uma massa celular dentro do olho, a luz bate no tumor opaco e reflete um brilho esbranquiçado, conhecido popularmente como reflexo do olho de gato. É possível perceber essa alteração tanto em fotografias quanto sob certas condições de iluminação direta. Embora a leucocoria possa ocorrer em outras condições oculares, ela exige avaliação especializada rápida.

Quais são os outros sintomas de retinoblastoma?

Embora a leucocoria seja o sinal mais comum, a doença pode se manifestar de outras formas no dia a dia da criança. Dados clínicos apontam o desalinhamento ocular (estrabismo) como outra alteração que pode acometer cerca de 3% dos pacientes. O oftalmopediatra avalia uma combinação de alterações físicas para estabelecer o diagnóstico.

  • Estrabismo: desvio no alinhamento dos olhos, com a criança parecendo olhar para direções diferentes de forma repentina.
  • Vermelhidão contínua: a parte branca do olho (esclera) apresenta irritação persistente sem infecção associada.
  • Heterocromia: alteração na pigmentação da íris, resultando em cores diferentes entre os olhos ou manchas isoladas.
  • Dor ou inchaço ocular: ocorre principalmente quando o crescimento da lesão eleva a pressão interna do globo ocular.

Essas alterações merecem atenção redobrada porque o retinoblastoma apresenta um ritmo de multiplicação celular bastante acelerado. Dessa forma, a doença pode avançar rapidamente para quadros de maior gravidade caso não haja intervenção precoce.

Agendar Consulta

Como a idade influencia o aparecimento da doença?

O retinoblastoma é o tumor intraocular maligno primário mais frequente na infância, com a maioria expressiva dos diagnósticos ocorrendo até os dois anos de idade. Ele se origina a partir de alterações genéticas nas células da retina durante a fase de desenvolvimento ocular. Por essa razão, a ocorrência do tumor após os cinco anos de idade é rara.

O Teste do Olhinho, realizado na maternidade e repetido nas consultas de puericultura, é o exame inicial para identificar anormalidades pupilares. Esse rastreamento periódico possibilita a identificação de alterações antes mesmo que os sinais se tornem perceptíveis no convívio diário.

Como o médico confirma o diagnóstico e avalia a cura?

A investigação começa com o exame de fundo de olho (mapeamento de retina), feito com as pupilas da criança dilatadas. Exames de imagem complementares, como a ultrassonografia ocular e a ressonância magnética, ajudam a avaliar a extensão da lesão. O objetivo principal é verificar se o tumor permanece totalmente restrito ao globo ocular.

Quando o diagnóstico ocorre enquanto a alteração está limitada ao olho, as taxas de cura são elevadas e aumentam as chances de manter a visão. Detectar o tumor nessa fase impede a progressão para metástases e permite o uso de tratamentos locais focados em erradicar a doença e preservar a estrutura dos olhos.

Quando procurar um oftalmologista pediátrico?

Qualquer assimetria no reflexo pupilar em fotos, o aparecimento súbito de estrabismo ou sinais inflamatórios persistentes justificam uma consulta médica sem atraso. O tempo decorrido até o início da abordagem clínica é determinante para o prognóstico visual e sistêmico da criança.

Não se recomenda esperar para ver se o sintoma regride espontaneamente. Manter as consultas oftalmológicas de rotina no primeiro ano de vida assegura um acompanhamento seguro do desenvolvimento visual infantil.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • MSD Manuals. Estrabismo. Disponível: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/dist%C3%BArbios-oculares-em-crian%C3%A7as/estrabismo. Acesso em: 3 set. 2026.
  • Montadon Júnior, M. E. et.al. Leucocoria na infância: diagnóstico diferencial por ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Disponível: https://www.scielo.br/j/rb/a/Rj57PTzbt8xr5wbskYMfXPx/?lang=pt. Acesso em: 3 set. 2026.
  • Kanukollu VM, Tripathy K. Leukocoria. [Updated 2023 Aug 25]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-. Disponível: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK560794/. Acesso em: 3 set. 2026.
  • CASTELA, G. et al. Characterization of the Portuguese population diagnosed with retinoblastoma. Scientific Reports, 14 mar. 2022. Disponível: https://www.nature.com/articles/s41598-022-08326-6. Acesso em: 3 set. 2026.
  • KOOI, I. E. et al. Loss of photoreceptorness and gain of genomic alterations in retinoblastoma reveal tumor progression. EBioMedicine, jul. 2015. Disponível: https://www.thelancet.com/journals/ebiom/article/PIIS2352-3964(15)30049-9/fulltext. Acesso em: 3 set. 2026.
  • ROOHOLLAHI, K. et al. High-level amplified proficient retinoblastoma tumors retain distinct molecular signatures. Ophthalmology Science, 2022. Disponível: https://www.ophthalmologyscience.org/article/S2666-9145(22)00077-X/fulltext. Acesso em: 3 set. 2026.
  • RYL, T. et al. A MYCN-driven de-differentiation profile identifies a subgroup of aggressive retinoblastoma. Communications Biology, 2024. Disponível: https://www.nature.com/articles/s42003-024-06596-6. Acesso em: 3 set. 2026.
  • WU, N. et al. A mouse model of -driven retinoblastoma reveals -independent tumor reemergence. The Journal of Clinical Investigation. Disponível: https://www.jci.org/articles/view/88508. Acesso em: 3 set. 2026.
Escrito por
EHS
Equipe Hospital SamaritanoEquipe Hospital Samaritano
Escrito por
EHS
Equipe Hospital SamaritanoEquipe Hospital Samaritano