
Entenda como o exame é realizado em mulheres com implantes mamários e conheça as técnicas que garantem a precisão do diagnóstico.
Chega a época do check-up anual. Você pega a guia médica para a mamografia e uma dúvida comum surge imediatamente: a pressão do aparelho pode danificar o silicone? O implante vai esconder algum nódulo importante? Esses questionamentos fazem com que muitas mulheres adiem o rastreamento preventivo.
Estudos na área da saúde apontam que muitas mulheres evitam a mamografia por medo de rompimento da prótese, receio de dor física ou incerteza sobre a precisão das imagens. Contudo, essa hesitação pode comprometer a detecção precoce de alterações mamárias.
A resposta para essa apreensão é direta: quem tem prótese de silicone pode e deve realizar o exame. A presença do material não impede a avaliação clínica regular. As unidades de diagnóstico contam com métodos específicos para garantir o conforto da paciente e a clareza dos resultados.
O Hospital Samaritano conta com mastologistas renomados que podem avaliar esse tipo de quadro e, inclusive, atender imediatamente em casos emergenciais. Ele possui cinco unidades: em São Paulo, Unidade Higienópolis e Paulista. No Rio de Janeiro, Unidade Botafogo, Barra e Ipanema.
Para agendar sua consulta, ligue:
- Samaritano Higienópolis: (11) 3821-5300
- Samaritano Paulista: (11) 2827-5000
- Samaritano Botafogo: (21) 3444-1000
- Samaritano Barra: (21) 3263-2000
- Samaritano Ipanema: (21) 3820-4444
Como a mamografia é feita em quem tem prótese de silicone
O exame tradicional utiliza projeções convencionais de raio-X, feitas de cima para baixo e na diagonal do tórax. Pacientes com implantes mamários precisam de uma abordagem diferenciada, fora desse modelo padrão.
Nesses casos, a equipe de radiologia utiliza manobras de deslocamento, conhecidas como manobra de Eklund. Esse procedimento manual altera a forma de posicionar a mama no equipamento para que a glândula seja avaliada de modo seguro e eficiente.
Durante a técnica, o profissional afasta a prótese em direção ao tórax e traciona o tecido biológico para a área frontal do aparelho. As placas do equipamento comprimem somente a glândula mamária, mantendo o implante fora da zona de maior pressão mecânica.
Esse desvio do silicone reduz a sobreposição de imagens radiológicas. Com o implante posicionado para trás, o feixe de raio-X analisa o tecido mamário com nitidez e alta precisão diagnóstica.
A mamografia pode romper a prótese de silicone
O receio de rompimento do implante durante a compressão mamária é frequente entre pacientes. Apesar do desconforto passageiro causado pela pressão das placas, o risco de dano estrutural à prótese é mínimo na rotina dos exames.
Os implantes são fabricados com elastômero resistente e preenchidos com gel coesivo projetado para resistir a forças elevadas. A pressão exercida pela máquina durante a rotina radiológica permanece bem abaixo dos limites de resistência desses materiais.
A manobra de afastamento protege a estrutura durante a maior parte do exame. Como o implante não recebe o impacto total das placas, o procedimento ocorre com total segurança física.
Agendar Consulta
O silicone atrapalha a detecção do câncer de mama
O silicone bloqueia a passagem dos raios-X, gerando uma imagem esbranquiçada e homogênea na tela do computador. Caso a mama seja fotografada sem técnicas de deslocamento, essa sombra pode ocultar partes da glândula.
A manobra de Eklund contorna a maior parte dessa dificuldade física. O afastamento da prótese viabiliza a análise detalhada do tecido mamário e assegura a identificação precoce de possíveis lesões.
Em certas condições anatômicas, uma pequena área glandular pode permanecer encoberta pelo volume do silicone. Para solucionar essa limitação, os médicos costumam associar o exame radiológico à ultrassonografia mamária, obtendo uma avaliação completa.
Como se preparar para o exame
A comunicação correta entre paciente e equipe técnica é indispensável para a precisão dos resultados. Medidas simples facilitam o trabalho do profissional e asseguram a aplicação das técnicas de deslocamento adequadas.
Siga estas orientações no dia do seu exame:
- Avise no agendamento: informe a presença da prótese ao marcar o horário para que a clínica reserve o tempo necessário para as manobras.
- Alerte o técnico: comunique o uso do implante antes do início do exame, permitindo o ajuste correto do mamógrafo.
- Leve exames anteriores: apresente mamografias e ultrassons anteriores para permitir a comparação da estrutura mamária ao longo dos anos.
- Relate sintomas: informe qualquer desconforto, dor ou alteração visual percebida na mama ou no implante.
O diagnóstico precoce continua sendo a melhor ferramenta contra o câncer de mama. Mulheres com silicone podem manter seus exames em dia com tranquilidade, seguindo as recomendações de seus médicos de confiança.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
- COUTO, L. S. et al. Are all views with and without displacement maneuver necessary in augmentation mammography?: putting numbers into perspective. Asian Pacific Journal of Cancer Prevention, [s. l.], v. 23, n. 1, p. 233–239, 2022. Disponível: https://journal.waocp.org/article_89933.html. Acesso em: 30 set. 2026.
- DE BOER, M. et al. Breast implant prevalence in the Dutch female population assessed by chest radiographs. Aesthetic Surgery Journal, 2019. Disponível: https://academic.oup.com/asj/article/40/2/156/5523726. Acesso em: 30 set. 2026.
- DEANDREA, S. et al. Screening of women with aesthetic prostheses in dedicated sessions of a population-based breast cancer screening programme. La Radiologia Medica, 2021. Disponível: https://link.springer.com/article/10.1007/s11547-021-01357-5. Acesso em: 30 set. 2026.
- PARK, J. et al. Appropriate screening mammography method for patients with breast implants. Scientific Reports, fev. 2023. Disponível: https://www.nature.com/articles/s41598-023-28399-1. Acesso em: 30 set. 2026.
- PEPŁOŃSKA, B. et al. Ionizing radiation and volumetric mammographic density. International Journal of Occupational Medicine and Environmental Health, Łódź, v. 35, n. 5, p. 635–649, 2022. Disponível: https://ijomeh.eu/Ionizing-radiation-and-volumetric-mammographic-density,150294,0,2.html. Acesso em: 30 set. 2026.
