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Equipe Hospital Samaritano - Equipe Hospital Samaritano Atualizado em 05/10/2026

Mastologia

4 minutos de leitura

Quem tem prótese de silicone pode fazer mamografia?

Mulheres com implantes mamários podem e devem realizar a mamografia. O exame é seguro, não rompe a prótese e utiliza técnicas específicas de posicionamento
Resumo
  • A presença do implante não impede o rastreamento do câncer de mama.
  • A compressão do aparelho não causa o rompimento da prótese.
  • Profissionais utilizam manobras específicas para melhorar a visualização do tecido.
  • Avisar o técnico sobre o silicone antes do exame é uma etapa fundamental.
  • O médico mastologista pode solicitar exames complementares, como a ultrassonografia.

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quem tem protese de silicone pode fazer mamografia

Entenda como o exame é realizado em mulheres com implantes mamários e conheça as técnicas que garantem a precisão do diagnóstico.

Chega a época do check-up anual. Você pega a guia médica para a mamografia e uma dúvida comum surge imediatamente: a pressão do aparelho pode danificar o silicone? O implante vai esconder algum nódulo importante? Esses questionamentos fazem com que muitas mulheres adiem o rastreamento preventivo.

Estudos na área da saúde apontam que muitas mulheres evitam a mamografia por medo de rompimento da prótese, receio de dor física ou incerteza sobre a precisão das imagens. Contudo, essa hesitação pode comprometer a detecção precoce de alterações mamárias.

A resposta para essa apreensão é direta: quem tem prótese de silicone pode e deve realizar o exame. A presença do material não impede a avaliação clínica regular. As unidades de diagnóstico contam com métodos específicos para garantir o conforto da paciente e a clareza dos resultados.

O Hospital Samaritano conta com mastologistas renomados que podem avaliar esse tipo de quadro e, inclusive, atender imediatamente em casos emergenciais. Ele possui cinco unidades: em São Paulo, Unidade Higienópolis e Paulista. No Rio de Janeiro, Unidade Botafogo, Barra e Ipanema.

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Como a mamografia é feita em quem tem prótese de silicone

O exame tradicional utiliza projeções convencionais de raio-X, feitas de cima para baixo e na diagonal do tórax. Pacientes com implantes mamários precisam de uma abordagem diferenciada, fora desse modelo padrão.

Nesses casos, a equipe de radiologia utiliza manobras de deslocamento, conhecidas como manobra de Eklund. Esse procedimento manual altera a forma de posicionar a mama no equipamento para que a glândula seja avaliada de modo seguro e eficiente.

Durante a técnica, o profissional afasta a prótese em direção ao tórax e traciona o tecido biológico para a área frontal do aparelho. As placas do equipamento comprimem somente a glândula mamária, mantendo o implante fora da zona de maior pressão mecânica.

Esse desvio do silicone reduz a sobreposição de imagens radiológicas. Com o implante posicionado para trás, o feixe de raio-X analisa o tecido mamário com nitidez e alta precisão diagnóstica.

A mamografia pode romper a prótese de silicone

O receio de rompimento do implante durante a compressão mamária é frequente entre pacientes. Apesar do desconforto passageiro causado pela pressão das placas, o risco de dano estrutural à prótese é mínimo na rotina dos exames.

Os implantes são fabricados com elastômero resistente e preenchidos com gel coesivo projetado para resistir a forças elevadas. A pressão exercida pela máquina durante a rotina radiológica permanece bem abaixo dos limites de resistência desses materiais.

A manobra de afastamento protege a estrutura durante a maior parte do exame. Como o implante não recebe o impacto total das placas, o procedimento ocorre com total segurança física.

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O silicone atrapalha a detecção do câncer de mama

O silicone bloqueia a passagem dos raios-X, gerando uma imagem esbranquiçada e homogênea na tela do computador. Caso a mama seja fotografada sem técnicas de deslocamento, essa sombra pode ocultar partes da glândula.

A manobra de Eklund contorna a maior parte dessa dificuldade física. O afastamento da prótese viabiliza a análise detalhada do tecido mamário e assegura a identificação precoce de possíveis lesões.

Em certas condições anatômicas, uma pequena área glandular pode permanecer encoberta pelo volume do silicone. Para solucionar essa limitação, os médicos costumam associar o exame radiológico à ultrassonografia mamária, obtendo uma avaliação completa.

Como se preparar para o exame

A comunicação correta entre paciente e equipe técnica é indispensável para a precisão dos resultados. Medidas simples facilitam o trabalho do profissional e asseguram a aplicação das técnicas de deslocamento adequadas.

Siga estas orientações no dia do seu exame:

  • Avise no agendamento: informe a presença da prótese ao marcar o horário para que a clínica reserve o tempo necessário para as manobras.
  • Alerte o técnico: comunique o uso do implante antes do início do exame, permitindo o ajuste correto do mamógrafo.
  • Leve exames anteriores: apresente mamografias e ultrassons anteriores para permitir a comparação da estrutura mamária ao longo dos anos.
  • Relate sintomas: informe qualquer desconforto, dor ou alteração visual percebida na mama ou no implante.

O diagnóstico precoce continua sendo a melhor ferramenta contra o câncer de mama. Mulheres com silicone podem manter seus exames em dia com tranquilidade, seguindo as recomendações de seus médicos de confiança.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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