
A prática de exercícios pode fazer parte do cuidado com a artrose, mas deve respeitar as limitações e necessidades de cada paciente.
Sentir dor ao subir escadas, dificuldade para levantar após ficar sentado por muito tempo ou perceber que o joelho parece mais rígido pela manhã são situações comuns para quem convive com a artrose. Diante desses sintomas, muitas pessoas passam a evitar atividades físicas por medo de piorar o desgaste da articulação.
Uma das dúvidas mais frequentes é se quem tem artrose no joelho pode fazer caminhada. A resposta depende de diversos fatores, como o grau da artrose, a intensidade dos sintomas e a condição física de cada paciente. Em muitos casos, a caminhada pode fazer parte da rotina de cuidados, desde que realizada com orientação adequada.
O que é artrose no joelho?
A artrose, também chamada de osteoartrite, é uma doença degenerativa que afeta as articulações. Ela ocorre quando há desgaste progressivo da cartilagem, tecido responsável por revestir as extremidades dos ossos e permitir movimentos suaves e sem atrito.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a osteoartrite é mais prevalente em idosos (cerca de 70% têm mais de 55 anos) e cerca de 60% das pessoas com artrose são mulheres.
O joelho é uma das articulações mais frequentemente acometidas e os sintomas podem incluir dor, rigidez, redução da mobilidade e dificuldades para realizar atividades do dia a dia. Esses sintomas podem se desenvolver lentamente ou começar rapidamente após uma lesão ou esforço.
Qual a relação da caminhada com o diagnóstico de artrose?
A relação entre caminhada e artrose do joelho tem sido amplamente estudada nos últimos anos. Embora muitas pessoas acreditem que caminhar possa acelerar o desgaste da articulação, pesquisas recentes indicam o contrário. Um estudo acompanhado pela Associação Paulista de Medicina avaliou adultos com 50 anos ou mais diagnosticados com osteoartrite do joelho e observou que aqueles que mantinham o hábito de caminhar regularmente apresentaram melhores resultados ao longo do tempo.
Os pesquisadores concluíram que os participantes que realizavam caminhadas como forma de exercício tiveram menor probabilidade de desenvolver dor frequente no joelho em comparação com aqueles que permaneceram sedentários. Entre os indivíduos que não tinham dor persistente no início da pesquisa, apenas 26% dos que caminhavam regularmente passaram a apresentar sintomas frequentes, enquanto esse percentual chegou a 37% entre aqueles que não praticavam a atividade.
A prática regular de atividades de baixo impacto, como a caminhada, passou a ser reconhecida como uma importante aliada na promoção da saúde articular, mas isso não significa que toda pessoa com artrose deva iniciar caminhadas sem orientação.
Alguns fatores devem ser considerados:
- Intensidade dos sintomas;
- Grau de comprometimento da articulação;
- Presença de outras doenças ortopédicas;
- Condicionamento físico;
- Tipo de terreno utilizado;
- Uso de calçados adequados.
Essas condições devem ser avaliadas por um especialista, que poderá indicar a atividade física mais adequada para cada caso.
Quais outros exercícios podem ser recomendados?
Além da caminhada, outras atividades costumam ser utilizadas em programas de reabilitação e manutenção da função articular.
Entre elas estão:
- Exercícios de fortalecimento muscular;
- Alongamentos;
- Hidroginástica;
- Exercícios aquáticos;
- Bicicleta ergométrica;
- Treinamento funcional adaptado.
A escolha da atividade mais adequada depende das características e necessidades de cada paciente.
Quando procurar um ortopedista?
A avaliação médica é recomendada sempre que houver dor persistente no joelho ou dificuldade para realizar atividades habituais.
Também é importante buscar atendimento quando ocorrer inchaço recorrente, estalos acompanhados de dor, sensação de instabilidade, limitação para caminhar ou piora progressiva dos sintomas.
O diagnóstico adequado permite identificar a causa do desconforto e orientar estratégias para preservar a função articular e a qualidade de vida.
O Hospital Samaritano conta com equipe especializada em ortopedia, medicina esportiva e reabilitação, além de estrutura completa para consultas, exames e acompanhamento individualizado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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