Ginecologia e Obstetricia

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Quantas consultas de pré-natal a gestante deve fazer?

Entenda quantas consultas de pré-natal a gestante deve fazer e quando elas são necessárias ao longo da gestação.
EHS
Equipe Hospital Samaritano - Geral Atualizado em 02/04/2026
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Saiba quantas consultas são recomendadas e como funciona esse acompanhamento ao longo da gestação.

O exame pré-natal é fundamental para acompanhar a saúde da mãe e do bebê e permite identificar possíveis complicações durante a gestação. O acompanhamento regular contribui para uma gestação mais segura e tranquila.

O Ministério da Saúde e a OMS recomendam que toda gestante realize, no mínimo, de 6 a 8 consultas de pré-natal ao longo da gravidez.

Como essas consultas costumam ser distribuídas?

Em uma gestação de risco habitual, o acompanhamento geralmente ocorre da seguinte maneira:

  • até 28 semanas: 1 consulta por mês
  • de 28 a 36 semanas: 1 consulta a cada 15 dias
  • após 36 semanas: 1 consulta por semana
    Esse cronograma é o recomendado pelo Ministério da Saúde e pode ser ajustado conforme a evolução da gestação.

Consultas em casos de pré-natal de alto risco

No pré-natal de alto risco não há um número fixo de consultas. O acompanhamento é individualizado, costumando ser mais frequente e envolvendo outros profissionais além do médico obstetra, que é o responsável pelo acompanhamento da gravidez.

Nesses casos a gestante pode precisar de retornos mais próximos e o objetivo é monitorar de perto a saúde da mãe e do bebê, agindo rapidamente diante de qualquer sinal de alerta.

O que acontece em cada consulta?

As consultas de pré-natal envolvem uma série de avaliações importantes, onde o médico obstetra orienta sobre sinais de alerta, alimentação, atividade física e preparação para o parto.

Uma rotina de pré-natal conta com:

  • verificação da pressão arterial
  • controle do peso da gestante
  • medição da altura uterina
  • escuta dos batimentos cardíacos do bebê
  • solicitação e análise de exames

É importante reforçar que não existe alta do pré-natal. A liberação é dada somente pela maternidade, após o nascimento do bebê e da triagem neonatal e outras avaliações.

Importância do cuidado contínuo durante a gestação

Manter a regularidade nas consultas permite que o médico avalie cada fase da gestação e oriente sobre os próximos passos com maior segurança. Isso garante que os exames estejam sempre atualizados e sejam realizados no momento certo, contribuindo para um acompanhamento mais completo.

Além do pré-natal, esses são alguns cuidados simples que fazem a diferença no dia a dia durante a gestação:

  • manter uma alimentação equilibrada
  • evitar o uso de medicamentos sem orientação
  • respeitar o ritmo do corpo e descansar quando necessário
    Também é necessário estar atenta aos sinais do corpo, pois alguns sintomas exigem avaliação médica imediata:
  • sangramento vaginal
  • dor abdominal intensa ou persistente
  • diminuição ou ausência dos movimentos do bebê
  • febre
  • inchaço repentino, principalmente no rosto e nas mãos
  • dor de cabeça forte ou visão turva

Ao perceber algum desses sinais, procure atendimento o quanto antes. Cuidar das consultas de pré-natal e observar os sinais de alerta são ações que contribuem diretamente para uma gestação mais segura.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

Secretaria de Estado de Saúde. Governo de Minas Gerais. Pré-natal. Disponível em: https://www.saude.mg.gov.br/cuidadomaterno/prenatal/. Acesso em: 30 mar. 2026.

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF). Principais questões sobre exames de rotina do pré-natal. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/principais-questoes-sobre-exames-de-rotina-do-pre-natal/. Acesso em: 30 mar. 2026.

Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica: Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos\_atencao\_basica\_32\_prenatal.pdf. Acesso em: 30 mar. 2026.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO recommendations on antenatal care for a positive pregnancy experience. Geneva: World Health Organization, 2016. Disponível em: https://www.who.int/news/item/07-11-2016-new-guidelines-on-antenatal-care-for-a-positive-pregnancy-experience. Acesso em: 31 mar. 2026.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL. OMS publica novas orientações sobre pré-natal para reduzir mortes de mães e bebês. Brasília: ONU Brasil, 2016. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/74878-oms-publica-novas-orienta%C3%A7%C3%B5es-sobre-pr%C3%A9-natal-para-reduzir-mortes-de-m%C3%A3es-e-beb%C3%AAs. Acesso em: 31 mar. 2026.

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