
A disfunção erétil é uma condição comum entre homens com diabetes, principalmente quando os níveis de açúcar no sangue não estão controlados.
Perceber que a ereção está mais difícil de acontecer, ou que ela não se mantém firme o suficiente para a relação sexual, costuma gerar desconforto e até vergonha para muitos homens. Mas esse sintoma pode ter uma causa física bem definida, e o diabetes é uma das principais.
Se você foi diagnosticado com diabetes, ou tem casos da doença na família, é importante entender qual tipo de diabetes causa impotência e por que isso acontece para cuidar da sua saúde sexual.
O que é diabetes?
O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de açúcar (glicose) no sangue. Isso acontece porque o pâncreas não produz insulina suficiente, ou porque o corpo não consegue usar corretamente a insulina que produz.
A insulina é o hormônio responsável por levar a glicose do sangue até as células, onde ela é transformada em energia.
Existem dois tipos principais da doença:
Diabetes tipo 1: ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. É mais comum em crianças e jovens, e exige o uso de insulina para o resto da vida.
Diabetes tipo 2: é o tipo mais frequente e costuma estar associado ao estilo de vida, como alimentação inadequada e falta de atividade física. Nele, o corpo até produz insulina, mas não consegue utilizá-la de forma eficiente, o que sobrecarrega o pâncreas.
Quando não tratado ou mal controlado, o diabetes pode causar complicações sérias. Doenças cardíacas, problemas renais, alterações na visão, neuropatia (danos nos nervos) e problemas de circulação sanguínea podem surgir. Entre esses quadros, a circulação sanguínea é uma das principais responsáveis pela disfunção erétil.
Qual tipo de diabetes causa impotência?
A disfunção erétil relacionada ao diabetes pode surgir tanto no tipo 1 quanto no tipo 2, geralmente a partir de cinco anos após o diagnóstico da doença.
O tipo 2 costuma estar mais associado ao problema, já que também está ligado a outros fatores de risco. A obesidade, colesterol alto e pressão arterial elevada terminam prejudicando ainda mais a circulação sanguínea.
O excesso de açúcar no sangue, quando mantido por muito tempo, é o principal responsável por desencadear a disfunção erétil em homens diabéticos. Isso acontece por alguns motivos:
Danos aos vasos sanguíneos: o alto nível de glicose no sangue lesiona a parede interna dos vasos sanguíneos, processo conhecido como aterosclerose, deixando-os mais rígidos e estreitos. Isso dificulta a chegada do volume de sangue necessário para que o pênis fique ereto.
Danos aos nervos (neuropatia): o diabetes também pode afetar os nervos responsáveis pela resposta sexual, reduzindo a sensibilidade e dificultando tanto a excitação quanto a manutenção da ereção.
Desequilíbrios hormonais e outros fatores de risco: o aumento do colesterol ruim (LDL) e da pressão arterial, comuns em quadros de diabetes, também contribuem para o entupimento de vasos sanguíneos e agravam o problema.
Homens diabéticos que também são hipertensos ou fumantes têm chances ainda maiores de desenvolver disfunção erétil.
É importante destacar que, apesar dessa relação, nem todo homem com diabetes vai desenvolver disfunção erétil. O risco aumenta principalmente quando a doença não está controlada.
O que fazer para prevenir ou reduzir a disfunção erétil causada pelo diabetes
Existem medidas eficazes para reduzir os riscos e, em muitos casos, reverter o quadro. Algumas recomendações importantes:
Controlar os níveis de açúcar no sangue: manter a glicemia dentro da faixa recomendada pelo médico é a medida mais importante para evitar danos aos vasos sanguíneos e aos nervos. Isso inclui seguir corretamente o tratamento prescrito, seja com insulina ou outros medicamentos.
Manter uma alimentação equilibrada: priorizar frutas, verduras, legumes e alimentos integrais, evitando o excesso de açúcar e de gorduras, ajuda a controlar tanto o diabetes quanto o colesterol.
Praticar atividade física regularmente: exercícios ajudam a controlar a glicemia, melhoram a circulação sanguínea e contribuem para a saúde cardiovascular como um todo.
Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool: esses hábitos pioram a circulação sanguínea e aumentam o risco de disfunção erétil.
Controlar pressão arterial e colesterol: manter esses índices sob controle, com acompanhamento médico, reduz a sobrecarga nos vasos sanguíneos.
Cuidar da saúde emocional: ansiedade, estresse e a própria preocupação com o desempenho sexual podem agravar o quadro. O acompanhamento psicológico pode ajudar quando esses fatores estão presentes.
Vale reforçar que os medicamentos usados para controlar o diabetes, como a metformina, não causam impotência. Além de ajudarem a manter a glicemia sob controle, eles contribuem para prevenir a disfunção erétil e outras complicações da doença.
Quando procurar um médico
Se a dificuldade para obter ou manter a ereção for frequente, o ideal é buscar um urologista. O diagnóstico é feito com base em uma avaliação clínica completa, que pode incluir exames para verificar os níveis de glicose, colesterol e hormônios, além de identificar outros fatores de risco associados.
Existem diversas opções de tratamento disponíveis atualmente, como medicamentos orais (inibidores da PDE5), terapias locais e, em casos mais específicos, prótese peniana. O acompanhamento com endocrinologista também é essencial para manter o diabetes controlado e prevenir novas complicações.
Não deixe de buscar ajuda: a disfunção erétil relacionada ao diabetes tem tratamento, e cuidar dela também é uma forma de cuidar da sua saúde cardiovascular como um todo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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