Urologia

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Infecção urinária nos rins (pielonefrite): o que fazer?

Saiba quais são os sinais de alerta e por que buscar ajuda médica imediata é crucial para evitar danos renais.
EHS
Equipe Hospital Samaritano - Geral Atualizado em 19/02/2026
O que fazer quando a infecção urinária atinge os rins

Quando uma infecção urinária se agrava, ela pode subir para os rins, exigindo atenção médica imediata para um tratamento eficaz.

Aquele desconforto ao urinar que parecia ser apenas uma cistite comum de repente muda de figura. Agora, uma dor insistente na região lombar se instala, acompanhada de calafrios e uma febre que não cede. Essa é uma cena clássica que indica que a infecção pode ter deixado a bexiga e alcançado um ou ambos os rins. Sinais como febre e dor lombar indicam que a infecção atingiu os rins, exigindo atendimento imediato para prevenir danos permanentes e a falência do órgão.

Como uma infecção urinária comum se torna uma infecção renal?

A maioria das infecções do trato urinário (ITUs) fica restrita à bexiga, quadro conhecido como cistite. No entanto, se não for tratada adequadamente ou se o sistema imunológico estiver debilitado, as bactérias, principalmente a Escherichia coli, podem ascender.

Elas viajam da bexiga para os rins através dos ureteres, os canais que conectam esses órgãos. Ao chegar ao tecido renal, as bactérias se multiplicam e causam uma inflamação significativa, caracterizando a pielonefrite. Esta condição é mais grave por afetar diretamente a função de filtragem do sangue, executada pelos rins. 

Infecções que atingem os rins podem causar cicatrizes permanentes e perda da função renal. Por isso, buscar atendimento médico imediato é fundamental para evitar danos graves e irreversíveis ao órgão.

Quais são os sinais de alerta de que a infecção atingiu os rins?

Os sintomas da pielonefrite são mais intensos e sistêmicos do que os de uma cistite. Enquanto a infecção na bexiga causa principalmente sintomas locais, a infecção renal afeta todo o corpo. É fundamental saber diferenciar os sinais para buscar ajuda no momento certo. Ao notar dor nas costas e febre após uma infecção urinária, buscar socorro médico urgente é crucial. Essa combinação de sintomas pode indicar que a infecção renal progrediu, podendo levar a riscos graves e até uma infecção generalizada fatal.

Além da ardência ao urinar e da vontade frequente de ir ao banheiro, que podem persistir, os principais indicadores de que a infecção se agravou incluem:

  • Febre alta (acima de 38°C) e calafrios.

  • Dor forte e contínua na região lombar ou nos flancos (lateral do abdômen), geralmente de um lado.

  • Náuseas e vômitos.

  • Mal-estar geral e cansaço extremo.

  • Em alguns casos, a urina pode apresentar sangue ou pus.

Por que a pielonefrite é considerada uma emergência médica?

Tratar a pielonefrite como uma simples infecção urinária é um risco significativo. Quando as bactérias infectam os rins, elas têm acesso mais fácil à corrente sanguínea. A infecção urinária que atinge os rins é grave e exige atendimento médico imediato. Ignorar os sintomas pode levar a cicatrizes permanentes e ao risco de falência renal futura, além de outras complicações severas e, em casos raros, fatais.

As principais complicações incluem:

  • Sepse: uma resposta inflamatória grave do corpo a uma infecção, que pode levar à falência de múltiplos órgãos.

  • Abscesso renal: formação de uma bolsa de pus dentro do rim, que pode exigir drenagem cirúrgica.

  • Lesão renal aguda: uma queda súbita na função renal.

  • Doença renal crônica: infecções repetidas ou mal tratadas podem causar cicatrizes e danos permanentes aos rins.

Por esses motivos, a suspeita de pielonefrite exige uma avaliação médica imediata. Não há tratamento caseiro seguro ou eficaz para esta condição.

O que fazer imediatamente ao suspeitar de uma infecção nos rins?

A única ação correta é procurar atendimento médico de urgência, seja em um pronto-socorro ou com seu médico de confiança. Não se automedique nem espere os sintomas melhorarem sozinhos, pois a tendência é o quadro piorar.

Quais exames diagnosticam a pielonefrite?

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, mas confirmado por exames laboratoriais. O médico solicitará principalmente um exame de urina tipo 1 (EAS) para detectar sinais de infecção, como leucócitos e bactérias, e uma urocultura com antibiograma para identificar a bactéria causadora e testar qual antibiótico é mais eficaz contra ela.

Exames de sangue podem ser pedidos para avaliar a função renal e verificar sinais de infecção sistêmica. Em casos mais graves ou recorrentes, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada podem ser necessários.

Como é realizado o tratamento?

O tratamento da pielonefrite é feito com antibióticos. A escolha do medicamento e a via de administração — oral ou intravenosa — dependem da gravidade do quadro. Casos leves podem ser tratados em casa com antibióticos orais por um período de 7 a 14 dias.

No entanto, se o paciente apresentar febre alta, vômitos que impeçam a medicação oral, desidratação ou sinais de complicações, a internação hospitalar é necessária. No hospital, o tratamento é feito com antibióticos intravenosos para garantir uma ação mais rápida e potente.

É possível prevenir que a infecção urinária suba para os rins?

A principal forma de prevenção é tratar adequadamente qualquer infecção urinária baixa (cistite) assim que os primeiros sintomas surgirem. Não ignore a ardência ao urinar ou a necessidade de ir ao banheiro a todo momento. Procure um médico para receber o tratamento correto.

Além disso, algumas medidas gerais ajudam a prevenir as ITUs de forma geral:

  • Beba bastante água: a hidratação ajuda a "lavar" o trato urinário, dificultando a fixação de bactérias.

  • Urine com frequência: não segure a urina por longos períodos. Esvaziar a bexiga ajuda a eliminar microrganismos.

  • Cuide da higiene: para mulheres, a limpeza deve ser feita sempre da frente para trás, para evitar a contaminação da uretra com bactérias do ânus.

  • Urine após a relação sexual: este ato ajuda a expelir bactérias que possam ter entrado na uretra durante o sexo.

O acompanhamento médico regular é fundamental, especialmente para pessoas com histórico de infecções urinárias de repetição ou outras condições de saúde, como diabetes.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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