
Alterações no exame de sangue podem gerar dúvidas. Entenda o que são leucócitos altos, quando se preocupar e quais cuidados tomar.
Os leucócitos, conhecidos como glóbulos brancos, são células do sangue responsáveis pela defesa do organismo contra infecções, inflamações ou outras doenças. Eles fazem parte do sistema imunológico e atuam identificando e combatendo agentes invasores como bactérias.
Ter leucócitos altos (leucocitose) significa que o organismo está reagindo a alguma alteração. Na maioria das vezes, esse aumento está relacionado a uma resposta do corpo a infecções, inflamações ou uso de medicamentos específicos.
Quais são as causas mais comuns?
Leucócitos altos podem ter diferentes causas, sendo as mais comuns:
- infecções (virais, bacterianas ou fúngicas)
- processos inflamatórios
- estresse físico ou emocional
- uso de alguns medicamentos
- tabagismo
- doenças autoimunes
Em situações mais raras, pode estar relacionado à leucemia. Exames complementares são necessários para um diagnóstico.
Principais tipos de leucócitos altos
Existem 5 tipos principais de leucócitos: neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos, cada um desempenhando uma função específica. Quando os valores de referência de cada um deles aparentam estar fora do nível normal é importante buscar um médico.
Neutrofilia (neutrófilos altos)
É o tipo mais comum de leucocitose e geralmente está associado a infecções bacterianas agudas. Pode ocorrer em processos inflamatórios como artrite e vasculite e em situações de estresse intenso, tabagismo ou uso de medicamentos como corticoides.
Os sintomas variam conforme a causa, mas podem incluir febre, dor localizada, cansaço e sinais de infecção como tosse ou dor ao urinar. Pacientes com infecções agudas, hospitalizados ou em recuperação de cirurgia e fumantes são os mais afetados nesses casos.
Linfocitose (linfócitos altos)
Costuma estar relacionada a infecções virais, como gripe, mononucleose e COVID-19. Em alguns casos, pode aparecer em infecções bacterianas crônicas, como a tuberculose, ou em doenças hematológicas.
Entre os sintomas estão: febre, dor no corpo, cansaço e aumento dos gânglios (ínguas). É comum em crianças e jovens e em pessoas com sistema imunológico em resposta ativa.
Monocitose (monócitos altos)
Pode indicar infecções crônicas, recuperação de infecções recentes, doenças autoimunes ou alterações na medula óssea. Comum em pessoas com doenças inflamatórias crônicas e pacientes em recuperação de infecções.
Os sintomas incluem cansaço, febre prolongada e mal-estar.
Eosinofilia (eosinófilos altos)
Está associada a reações alérgicas, asma, doenças de pele ou infecções por parasitas. Pode causar coceiras na pele, espirros ou sintomas respiratórios e desconforto abdominal em casos de parasitas.
Os mais afetados são pessoas alérgicas, pacientes com histórico de asma e pessoas expostas a parasitas.
Basofilia (basófilos altos)
É o tipo mais raro de leucócitos altos e pode estar relacionada a processos inflamatórios crônicos.
Geralmente não causa sintomas específicos, mas pode estar associada a coceira, fadiga e sintomas relacionados à doenças pré-existentes.
A avaliação detalhada de cada tipo de leucócito permite que o médico entenda melhor o que está acontecendo no organismo.
Como é feito o diagnóstico
O aumento dos leucócitos é identificado por meio do hemograma, um exame de sangue simples e muito utilizado.
É realizada uma coleta de sangue em laboratório, com duração de poucos minutos e, em caso de alterações, o pedido do exame pode ser feito mais de uma vez pelo médico.
Essas avaliações geralmente começam com um médico clínico geral, que é responsável por analisar exames de rotina. Em casos de suspeita de leucócitos altos, o acompanhamento pode ser direcionado a outros especialistas.
Quando procurar ajuda médica
É importante buscar avaliação médica quando:
- o exame de sangue apresenta leucócitos elevados
- há sintomas persistentes, como febre ou cansaço
- existem infecções frequentes
- o aumento dos leucócitos é recorrente
Alterações no hemograma devem sempre ser avaliadas por um profissional e manter os exames em dia são atitudes importantes para a prevenção e o diagnóstico precoce de diversas condições.
Com a orientação adequada, é possível entender a causa dos leucócitos altos e seguir o tratamento mais indicado para cada situação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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