
Reconhecer os sintomas da gripe em crianças ajuda a agir rapidamente e evitar complicações.
A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza e possui grande potencial de transmissão. Em crianças, os sintomas podem surgir de forma mais intensa do que em adultos e evoluir rapidamente, o que exige atenção dos pais e responsáveis.
Segundo estudo publicado na National Library of Medicine, estima-se que a incidência de gripe em crianças menores de 5 anos seja de 90 milhões de casos por ano (Nair et al., 2011).
Elas fazem parte do grupo mais vulnerável às complicações da gripe, por isso é importante o reconhecimento precoce dos sintomas.
Quais são os principais sintomas de gripe em crianças
Os principais sintomas da gripe incluem febre, dor de garganta, tosse, dor no corpo e dor de cabeça. Em crianças, a temperatura febril pode atingir níveis mais altos. Segundo o Ministério da Saúde, eles também podem fazer parte de quadros de bronquite ou bronquiolite.
Além das manifestações clínicas citadas acima, em alguns casos os pacientes também podem sentir:
- Calafrios
- Mal-estar
- Diarreia
- Rouquidão
- Coriza ou nariz entupido
Como esses sintomas podem evoluir
Em alguns casos a gripe pode evoluir com complicações, especialmente em indivíduos com doença crônica, idosos e crianças menores de 2 anos, afirma o Ministério da Saúde.
A principal complicação é a pneumonia, sendo a responsável por grande número das internações de pacientes.
Além da pneumonia, a gripe pode evoluir para:
- Sinusite
- Otite
- Desidratação
A avaliação profissional permite identificar possíveis complicações e orientar o tratamento mais adequado.
Tratamentos da gripe em crianças
O tratamento da gripe em crianças é, na maioria dos casos, baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na recuperação do organismo.
O controle da febre e do desconforto pode ser feito com medicamentos antitérmicos prescritos pelo pediatra, que ajudam a melhorar o bem-estar da criança. O repouso também é essencial, já que o organismo precisa de energia para combater o vírus e se recuperar adequadamente.
Em situações específicas, especialmente em crianças com maior risco de complicações, o médico pode indicar o uso de antivirais, que são mais eficazes quando iniciados precocemente.
É importante observar a evolução do quadro clínico. Além de procurar atendimento médico caso a criança apresente sinais como febre persistente, dificuldade para respirar, sonolência excessiva ou sinais de desidratação.
Como prevenir a gripe?
A prevenção da gripe em crianças envolve um conjunto de cuidados simples, mas muito eficazes, especialmente em períodos de maior circulação do patógeno. A principal maneira de proteção é a vacinação anual contra o vírus influenza.
Além da vacinação, hábitos de higiene são essenciais para evitar a transmissão. Lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições e após contato com superfícies compartilhadas, é uma das medidas mais importantes. Quando não for possível lavar as mãos, o uso de álcool em gel pode ser uma alternativa eficaz.
Outro ponto importante é evitar o contato próximo com pessoas que estejam gripadas, já que a propagação ocorre principalmente por gotículas respiratórias. Manter os ambientes bem ventilados também contribui para reduzir a concentração de vírus no ar, diminuindo o risco de contágio.
É importante saber que mesmo com todos os cuidados, a infecção pode acontecer. Por isso, a prevenção deve ser vista como uma forma de reduzir riscos e complicações, e não como uma garantia absoluta.
A importância do acompanhamento de um pediatra
Ainda que a gripe seja comum, o acompanhamento médico é fundamental, especialmente em crianças pequenas ou com sintomas mais intensos.
O acompanhamento desses sintomas e uma avaliação profissional permitem identificar possíveis complicações e orientar o tratamento mais adequado.
O Hospital Samaritano conta com equipe especializada e estrutura completa para atendimento infantil, oferecendo cuidado seguro e acolhedor para crianças em todas as fases.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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