Urologia

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Cirurgia de retirada de pedra nos rins: veja quando é indicada

Entenda quando a cirurgia de pedra nos rins é indicada. Conheça as técnicas minimamente invasivas, como a laser e percutânea, e saiba como é a recuperação.
EHS
Equipe Hospital Samaritano - Geral Atualizado em 19/02/2026
Cirurgia de retirada de pedra nos rins

Saiba quando o procedimento é necessário e entenda as diferenças entre os métodos cirúrgicos, da recuperação aos benefícios.

Aquela dor súbita e intensa na região lombar, que irradia para o abdômen, pode ser um sinal de cólica renal. Quando o cálculo, popularmente conhecido como pedra no rim, não é expelido naturalmente, a intervenção médica se torna essencial. Nesses casos, a cirurgia surge como a solução mais eficaz para aliviar os sintomas e prevenir complicações.

Felizmente, os avanços da medicina tornaram os procedimentos muito mais seguros e menos invasivos, permitindo uma recuperação mais rápida e tranquila para o paciente. Além de aliviar os sintomas, a cirurgia é fundamental para proteger o funcionamento dos rins, prevenindo problemas futuros. Entender as opções disponíveis é o primeiro passo para uma decisão informada junto ao seu médico urologista.

Quando a cirurgia de pedra nos rins é necessária?

Nem todo cálculo renal exige uma cirurgia. Muitos são pequenos o suficiente para serem eliminados pela urina com o auxílio de medicamentos e aumento da ingestão de líquidos. 

A intervenção cirúrgica é recomendada por um especialista em situações específicas, como:

  • tamanho do cálculo: pedras muito grandes (geralmente acima de 5-6 milímetros) têm pouca chance de passar pelo ureter;
  • dor incontrolável: quando a dor da cólica renal é muito intensa e não melhora com analgésicos;
  • obstrução urinária: se a pedra bloqueia o fluxo de urina do rim para a bexiga, podendo causar danos renais;
  • infecção associada: a presença de uma infecção urinária juntamente com a obstrução é uma emergência médica;
  • falha no tratamento clínico: quando o tratamento com medicamentos não surte o efeito esperado.

Quais são os principais tipos de cirurgia para cálculo renal?

A escolha da técnica cirúrgica depende de fatores como o tamanho, a localização e a densidade da pedra, além das condições de saúde do paciente. O urologista irá avaliar o cenário completo para indicar o procedimento mais adequado. As abordagens mais comuns são minimamente invasivas.

Ureterorrenolitotripsia flexível a laser (cirurgia endoscópica)

Este é um dos procedimentos mais realizados atualmente. A cirurgia é feita sem cortes, através dos canais naturais do corpo. O médico introduz um aparelho muito fino e flexível (ureteroscópio) pela uretra, passa pela bexiga e chega até o ureter ou o rim, onde a pedra está localizada.

Com uma câmera na ponta do aparelho, o cirurgião visualiza o cálculo e utiliza uma fibra de laser para fragmentá-lo em pedaços minúsculos. Esses fragmentos são retirados com uma pinça especial em formato de cesta ou são eliminados naturalmente pela urina. É ideal para pedras de até 2 cm localizadas no rim ou no ureter.

Este procedimento é altamente eficaz, conseguindo resolver o problema em uma única intervenção e permitindo que o paciente receba alta hospitalar mais cedo. 

Além disso, a ureteroscopia, quando combinada com o uso de medicamentos relaxantes, como os alfabloqueadores, pode aumentar as chances de eliminar as pedras e reduzir as dores após o procedimento, tornando a recuperação ainda mais confortável.

Tipo de acesso: Endoscópico (canais urinários)

  • Indicação principal: Cálculos de até 2 cm no rim ou ureter
  • Tempo de recuperação: Rápida (poucos dias)

Nefrolitotripsia percutânea

Indicada para cálculos renais mais volumosos (maiores que 2 cm) ou complexos, como os cálculos coraliformes, que ocupam grandes áreas do rim. Neste procedimento, o cirurgião faz uma pequena incisão, de cerca de 1 cm, na região lombar do paciente. Através dessa incisão, um instrumento chamado nefroscópio é inserido diretamente no rim.

O cálculo é então fragmentado e aspirado. Por ser um pouco mais invasiva, geralmente requer um ou dois dias de internação hospitalar. No entanto, uma alternativa moderna é a técnica percutânea miniaturizada, que se mostra menos invasiva, resultando em menos dor, sangramento reduzido e uma alta hospitalar mais rápida para o paciente.

Tipo de acesso: Pequena incisão nas costas

  • Indicação principal: Cálculos grandes (> 2 cm) ou complexos
  • Tempo de recuperação: Moderada (1 a 2 semanas)

Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO)

A LECO é um método não invasivo que utiliza ondas de choque geradas por uma máquina fora do corpo para quebrar as pedras nos rins. O paciente deita-se sobre o equipamento, e o médico direciona as ondas para o local exato do cálculo.

As ondas atravessam a pele e os tecidos até atingirem a pedra, fragmentando-a. Os pedaços menores são depois expelidos pela urina. Sua indicação é mais restrita hoje em dia, sendo eficaz para pedras de tamanho específico e localizadas dentro do rim.

Tipo de acesso: Externo (não invasivo)

  • Indicação principal: Cálculos específicos no rim
  • Tempo de recuperação: Rápida (poucos dias)

Como é a preparação para o procedimento?

Antes de qualquer cirurgia, uma preparação cuidadosa é fundamental para garantir a segurança do paciente. O processo geralmente envolve uma consulta detalhada com o urologista e o anestesista. São solicitados exames pré-operatórios, como exames de sangue, análise de urina e exames de imagem (tomografia ou ultrassom) para mapear a localização exata da pedra.

Esses exames de imagem precisos são cruciais para um planejamento cirúrgico detalhado, garantindo maior segurança e eficácia ao procedimento. O médico também fornecerá orientações sobre jejum e o uso de medicamentos antes do procedimento.

O que esperar durante a recuperação da cirurgia?

A recuperação varia conforme a técnica utilizada, mas as abordagens minimamente invasivas permitem um retorno mais rápido às atividades diárias. É normal sentir um leve desconforto ou notar a presença de sangue na urina nos primeiros dias, o que tende a melhorar progressivamente.

O papel do cateter Duplo J

Após a maioria das cirurgias endoscópicas, é comum a colocação de um cateter interno chamado Duplo J. Trata-se de um tubo fino e flexível que liga o rim à bexiga, garantindo que o canal não inche ou obstrua, facilitando a cicatrização e a drenagem da urina.

O cateter pode causar algum incômodo, como vontade frequente de urinar ou uma leve ardência. Ele é mantido temporariamente, por alguns dias ou semanas, e sua retirada é um procedimento simples realizado pelo médico no consultório.

Cuidados gerais no pós-operatório

Seguir as orientações médicas é crucial para uma boa recuperação. As recomendações geralmente incluem:

  • repouso: evitar atividades físicas intensas e levantar peso por um período determinado pelo cirurgião;
  • hidratação: beber bastante água ajuda a "lavar" o sistema urinário e a eliminar quaisquer fragmentos de pedra restantes;
  • medicação: tomar os analgésicos e antibióticos prescritos para controlar a dor e prevenir infecções.

A cirurgia para retirada de pedra nos rins é perigosa?

Como todo procedimento cirúrgico, existem riscos, mas as técnicas modernas para tratamento de cálculos renais são consideradas muito seguras e fundamentais para proteger o funcionamento dos rins, prevenindo falências renais e outras complicações futuras. 

As complicações graves, como sangramentos importantes ou lesões no ureter, são raras, especialmente quando o procedimento é realizado por uma equipe experiente. O mais importante é discutir todas as suas dúvidas com o urologista, que poderá explicar os riscos e benefícios específicos para o seu caso. 

A escolha de um profissional qualificado e um hospital com boa infraestrutura minimiza significativamente qualquer perigo.

É possível prevenir a formação de novas pedras nos rins?

Após a remoção de um cálculo, o ideal é investigar a causa de sua formação. O médico pode solicitar uma análise metabólica da urina e do sangue para identificar fatores de risco. Com base nos resultados, é possível adotar medidas preventivas eficazes.

As estratégias mais comuns incluem o aumento da ingestão de líquidos, principalmente água, e ajustes na dieta, como a redução do consumo de sódio e de proteínas de origem animal. A prevenção é a melhor forma de evitar futuras crises de cólica renal e a necessidade de novas cirurgias.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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